Armando Emílio Guebuza e a Procuradoria Geral da República Elegemos Armando Emílio Guebuza por ter dado este ano imensos trunfos à oposição. Por ter aberto o caminho para agora os moçambicanos perceberem melhor o que é isso de Oposição e o que é isso de «Oposição Construtiva». Por ter poupado, à verdadeira oposição, trabalho, tempo e dinheiro. Deixou toda a gente clara! Agora sabe-se, e sem sombra de dúvidas, que a melhor oposição é a que usa turbante e compra cachimbos e, a pior é a que tem mais possibilidades de protagonizar a alternância de poder. A Procuradoria Geral da República pelo seu incasável esforço no combate à corrupção. Pela sua indesmentível eficiência como se comprova pela quantidade de casos concluídos e pelo numeroso grupo de delapidadores do Bem Público que se encontram a cumprir penas. Pela celeridade com que está a tratar do relatório da auditoria que lhe foi entregue pelo ministro sobre as contas do Ministério do Interior. Benjamim Pequenino e o GDI e Marcelo Mosse e o CIP Benjamim Pequenino e o «GDI» por se ter retirado da LINK pensando que aquilo é um antro de bufos? Meu Deus: Que ideia!!... Por ter gerido os Correios de Moçambique, enquanto o deixaram, de modo a inverter a imagem da empresa. Por ter posto os Correios de Moçambique a dar lucros em todos os exercícios dos três que foi PCA nomeado pelo então ministro dos Transportes e Comunicações, Tomás Salomão. Por ter tido a infelicidade de anunciar que se preparava para assegurar, num futuro próximo, a abertura da Caixa Postal de Poupança que recobrir todos os cantos do país com uma instituição de finanças ao alcance de todos como no tempo em que funcionava a Caixa Económica Postal. O Marcelo Mosse e o Centro de Integridade Pública, por se terem revelado um autêntico contra-poder e dizerem que a estratégia anti-corrupção do governo é fraca. Por andarem a fazer estudos sobre a corrupção, e a dizer que a Imopetro anda a emprestar dinheiros a empresas privadas de figuras dirigentes do País sem que faça parte do seu objecto social. Por terem andado durante o ano que acaba no próximo domingo às zero hora, a tornar públicos estudos de percepção sobre a Corrupção e a avançarem com dados concretos, sabido que em Moçambique não há diabos porque todos são santos. Por continuarem a exigir que quem de direito torne público o relatório da auditoria forense ao Banco Austral na fase anterior à actual administração. Nota da Redacção: o paginador não se enganou na ordem dos medalhados? |