Joanesburgo (Canal de Moçambique) - Um tribunal de Kroonstad, na província sul-africana de Free State (ex-Estado Livre de Orange), condenou 10 cidadãos moçambicanos, dois sul-africanos, e três outros indivíduos de nacionalidade zambiana, zimbabweana e swazi, a penas de prisão totalizando 1.071 anos, por roubo de camiões em estradas da África do Sul, incluindo o chamado corredor de Maputo, entre Komatipoort, junto à fronteira com Moçambique, em Ressano Garcia, e Joanesburgo. Os meliantes, de acordo com o semanário «Sunday Times» de Joanesburgo, integravam uma quadrilha que vinha actuando com impunidade desde os últimos seis anos, com a cumplicidade de agentes da polícia sul-africana e de indivíduos não identificados residentes em Moçambique.

Joanesburgo (Canal de Moçambique) - Um tribunal de Kroonstad, na província sul-africana de Free State (ex-Estado Livre de Orange), condenou 10 cidadãos moçambicanos, dois sul-africanos, e três outros indivíduos de nacionalidade zambiana, zimbabweana e swazi, a penas de prisão totalizando 1.071 anos, por roubo de camiões em estradas da África do Sul, incluindo o chamado corredor de Maputo, entre Komatipoort, junto à fronteira com Moçambique, em Ressano Garcia, e Joanesburgo. Os meliantes, de acordo com o semanário «Sunday Times» de Joanesburgo, integravam uma quadrilha que vinha actuando com impunidade desde os últimos seis anos, com a cumplicidade de agentes da polícia sul-africana e de indivíduos não identificados residentes em Moçambique.
Os cidadãos moçambicanos ora condenados foram identificados como sendo Júlio Macamo, Alexandre Albino Dava, António Matebula, Sebastião Sibeco, Arlindo Divane, Jackson Fulane, Joseph Mahlalela, Walter Gumede, Lázaro Mnisi e o irmão, Simon Mnisi. Os membros da quadrilha vinham acusados de roubo agravado, rapto e crime organizado.
O primeiro a ser capturado foi Júlio Macamo. Interrogado pela polícia sul-africana, Macamo viria a fornecedor dados importantes que permitiram a detenção dos restantes membros da quadrilha.
A captura da quadrilha foi possível depois de um camionista ter identificado Macamo como um dos indivíduos que havia participado no roubo do camião que conduzia na região de Free State, cerca de seis semanas antes. No momento da sua detenção,
Macamo encontrava-se próximo do posto fronteiriço de Komatipoort /Ressano Garcia.
Através do telemóvel de Macamo, a polícia conseguiu localizar os restantes membros da
quadrilha.
Na apresentação do caso em tribunal, a Procuradoria-Geral da República sul-africana referiu que “a quadrilha actuava como um polvo - a cabeça em Moçambique e os tentáculos na África do Sul.” Os indivíduos residentes em Moçambique e que
encomendavam camiões à quadrilha encontram-se ainda em liberdade. Desconhece-se se a
polícia moçambicana terá sido informada da identidade desses indivíduos. (Redacção)