Lusaka (Canal de Moçambique) ? A questão de HIV-Sida deve ser profundamente trabalhada pelos ?media? nos seus países por forma a dar respostas a esta problemática, defende Anne Lindavok, responsável pela Organização Regional Sueca de HIV-Sida, baseada em Lusaka.

Lusaka (Canal de Moçambique) – A questão de HIV-Sida deve ser profundamente trabalhada pelos “media” nos seus países por forma a dar respostas a esta problemática, defende Anne Lindavok, responsável pela Organização Regional Sueca de HIV-Sida, baseada em Lusaka.
Segundo ela tem que se trabalhar com afinco na questão do HIV–Sida, sobretudo nos afectados uma vez que o problema se agudiza mais neste grupo-alvo.
“Temos que trabalhar profundamente com este grupo-alvo, dos afectados como forma de melhorar o trabalho com os seropositivos”, porque de acordo com Anne Lindavok, fora os problemas do estigma, a família ou outros das relações do infectado desempenham um papel psicológico muito importante com maior primazia na auto-estima do infectado.
Anne Lindavok defendeu que já existindo pessoas que se sabe que trabalham na luta contra a pandemia do HIV-Sida, deve-se apostar mais nelas.
Por outro lado, Anne Lindavok, defende que o pessoal dos media devem estar formados adequadamente, por forma a melhor articularem as informações sobre o HIV-Sida e também melhor se relacionarem com o grupo de infectados.
“Reconhecemos que deve existir formação contínua do pessoal dos media em matérias de HIV-Sida”, frisou.
Repisa ainda que o pessoal dos media devem ser auto-didactas, pesquisadores e sensibilizadores, de forma a transmitirem mensagens positivas e mais objectivas que possam dar esperança aos infectados para que não pensem que pelo seu estado a vida já acabou.
Anne Lindavok acrescenta que os media devem também não apenas apostar nas informações de organizações não governamentais, ou outras entidades que fornecem sobretudo estatísticas, mas também abordar os afectados e infectados de forma a dar crédito às matérias por eles abordadas.
A mesma fonte ressalta que quando se trabalha com um grupo de crianças não se deve observar isoladamente este grupo, mas sim de uma forma global e abrangente por forma a contornar o HIV-Sida.
Defendeu que “temos que trabalhar com os adultos seropositivos porque quando estes perdem a vida deixam crianças órfãs que vezes sem conta ficam no leito de pessoas idosas bem como de famílias substitutas que por sua vez estão na iminência de um dia virem a ser infectados pelo HIV-Sida”.
Anne Lindavok disse ainda que devem ser estabelecidas regras profundas e estar disponíveis recursos financeiros de modo a que se minimize o impacto do HIV-Sida nos países com maior índice de casos.
O «Canal de Moçambique» abordou Anne Lindavok num workshop em Lusaka onde estiveram medias e parlamentares de países como Moçambique, Botswana, Zimbabwe, Zambia, Swazilandia, Tanzania, Malawi, Congo, Ilha Seychelles, Namibia e Africa de Sul.

(Conceição Vitorino, em Lusaka, Zambia)