Província de Gaza
Gatunos aterrorizam Macia
Macia (Canalmoz) - Os comerciantes da vila sede de Macia, na província de Gaza, no entroncamento rodoviário para a Praia do Bilene e Chókwé e Xai-Xai, andam aterrorizados devido a acções de malfeitores que em plena luz de dia assaltam as suas lojas. Eles afirmam que, por temerem situações piores neste final do ano, fecham as suas lojas a partir das 16h30.
“Os comerciantes têm uma espécie de “recolher obrigatório” devido à proliferação de malfeitores. Os índices de criminalidade tendem a subir. Sempre sofremos assaltos nas nossas lojas”, disse um deles à nossa Reportagem.
“Na vila existe um Comando da Polícia, mas como o efectivo é reduzido não se faz sentir a presença de uma força policial nas nossas lojas”.
“Na semana passada, um grupo de malfeitores protagonizou um assalto a uma barraca e levaram dinheiro”.
“Quando nesta semana em curso ensaiavam um segundo assalto, foram neutralizados”, conta-nos um dos comerciantes.
Barracas e bancas
Do lado esquerdo para quem entra na vila da Macia, ido de Maputo, existe um “dumba-nengue” (mercado informal) ao longo da Estrada Nacional N1. No meio, estão instaladas barracas e bancas divididas por um “corredor de morte”. Vende-se um pouco de tudo, desde motorizadas até carne assada. Em conversa com alguns operadores, disseram-nos que o que contribui para a subida de índices de criminalidade na Macia é a desistência de uma parte dos membros de policiamento comunitário, por alegada falta de pagamento de subsídios de patrulhamento, desde que se instalou este serviço em alguns bairros.
“Quando iniciaram as acções de policiamento comunitário, tinham cerca de 60 pessoas a fazer patrulha, mas devido à falta de pagamento só ficaram 30”, observaria um comerciante com o coro de muitos outros. “Os poucos elementos que restam seguram meramente os fontanários para que os malfeitores não os vandalizem”.
A proliferação de barracas deve-se ao espaço de manobra que se dá aos malfeitores, opinam várias pessoas. “Eles ficam a beber até alta noite e quando saem daqueles locais interceptam as suas vítimas”. (Cláudio Saúte)