Artigos de 2006

Maputo (Canal de Moçambique) ? A empresa «Trans-Marítma Limitada», proprietária do ferry-boat «Bagamoyo» que faz a travessia Catembe/Maputo, nega que as constantes avarias que a embarcação tem vindo a registar tenham algo a ver com a sua antiguidade. De acordo com o administrador daquela empresa, Araújo Martins Mulungo, a embarcação ainda não atingiu o tempo de vida útil. Entretanto, quando lhe perguntámos qual é tempo de vida útil daquela embarcação, afirmou não estar à altura de especificar. Mas o «Canal de Moçambique» sabe que a referida embarcação opera na baía de Maputo há trinta quatro anos. Já funcionava no tempo colonial.

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Maputo (Canal de Moçambique) ? Muitos diabéticos e pacientes de hipertensão arterial crónica não seguem a medicação hospitalar que lhes é prescrita, o que contribui para a ocorrência de muitos óbitos no país, refere Mamudo Ismail, director adjunto da Faculdade de Medicina da UEM (Universidade Eduardo Mondlane) em entrevista concedida ao «Canal de Moçambique».

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Maputo (Canal de Moçambique) ? Morreu, aos 73 anos, antes de ontem, dia 25 de Dezembro, James Joseph Brown Jr. James Brown morreu num hospital em Geórgia, Atlanta, nos Estados Unidos da América (EUA), após ser internado devido a uma severa pneumonia.

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Beira (Canal de Moçambique) - O arcebispo da Beira, Dom Jaime Gonçalves, falando por ocasião das festas religiosas do Natal, disse que ?há países em África, que aprovam leis injustas?. Aquele responsável da igreja católica na província de Sofala e proeminente figura das negociações que em Roma permitiram a Paz de que hoje se usufrui em Moçambique, lançou entretanto um apelo aos políticos africanos para que abandonem tais práticas.

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Maputo (Canal de Moçambique) Almeida Santos, jurista e político português, que após a revolução de Abril de 1974 desempenhou importante papel no processo de descolonização, criticou a política seguida pelo governo da Frelimo no sector da justiça. Num livro lançado recentemente em Portugal sob o título, Quase Memórias, Almeida Santos escreve que ?após a declaração de independência (de Moçambique), a Frelimo viria a cometer o erro imprevisível de desmantelar a máquina judicial e forense da era colonial.? O autor refere que para o regime da Frelimo, essa máquina era considerada como o símbolo da ?degradação burguesa,? acrescentando que o sistema que se tentou implantar no Moçambique independente não previa ?nem juízes de carreira, nem advogados de profissão.? A justiça, salienta Almeida Santos, ?passaria a ser uma simples especialização do ?poder popular?.? Para se ter uma ideia do que resultou dessas tais políticas erradas na Justiça e se perceber melhor a génese da guerra civil que viria a eclodir em Moçambique apesar de haver quem insista em fazer crer ter-se tratado apenas de uma consequência apenas da chamada «Guerra Fria», recordar aqui que em nome da chamada «Justiça Popular» cometeram-se os mais graves atropelos aos direitos dos cidadãos.

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