Editoriais

Editorial

Bancos “assaltam” cidadãos por ordem “ilegal” do Banco de Moçambique

 

Maputo (Canalmoz) - O levantamento de depósitos em contas de residentes, sejam nacionais ou estrangeiros, em moeda estrangeira, está a ser negado pela banca comercial por ordens do Banco de Moçambique. Só aceitam pagar em Meticais cheques timbrados sobre contas em Moeda Externa. Ou obrigam a depositar, o que as pessoas já começam a negar-se a fazer. Ou dizem que só pagam na Moeda (externa) da conta do cheque – que pode ser em USD, em Rand ou Euro, etc. – se o beneficiário do cheque for viajar. Mas logo a seguir pedem o visto de viagem, ou dizem simplesmente que não têm Moeda Externa para pagar quando o cidadão alega que vai à África do Sul ou a um qualquer País da SADC onde não se carece de visto.

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Editorial

 

A nossa sugestão

Quando perante a promiscuidade prevalece a necessidade e a urgência de soluções

 

“A democracia é o esforço contínuo dos governados contra os abusos de poder” – Alain, filosofo francês (1868-1951)

 

Maputo (Canalmoz) – O Governo central, apesar dos seus solavancos em termos de ética no caso promíscuo da aquisição dos novos autocarros para a empresa Transportes Públicos de Maputo (TPM), acaba de nos provar, finalmente, que reconhece as dificuldades por que estão a passar os cidadãos residentes na cidade capital do País, Maputo, e ainda da sua “satélite” e capital da província de Maputo, a cidade da Matola. Ambas formam o que também se pode chamar “Grande Maputo”. E em ambas urbes há pessoas a morar numa cidade mas a trabalhar na outra, com problemas muito sérios de transporte.

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Editorial

 

Guebuza, Sumbana e Zucula metidos em negociatas promíscuas

Que mais provas podem pedir-nos?

 

Maputo (Canalmoz) – O caso desta semana é, de facto, a compra de autocarros para a empresa pública Transportes Públicos de Maputo (TPM), sem concurso público, por convite, numa operação que beneficiará os sócios moçambicanos da “TATA” em Moçambique, que são, nem mais nem menos, o Chefe de Estado e do Governo moçambicano, Armando Guebuza, e o ministro na Presidência para Assuntos da Casa Civil, António Sumbana. Em suma: “mestre” e “contra-mestre” metidos, juntos, num grande negócio (de 565 milhões de meticais, cerca de 20 milhões de USD ), que até pode ter sido engendrado nas instalações da própria Presidência da República, onde os dois sócios trabalham e estão por incumbência do Povo Moçambicano, pelo visto, a misturarem a coisa pública com assuntos estritamente privados e do seu interesse pessoal.

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Editorial

 

O Sudão dividiu-se

Quando a unidade se promete mas se pratica a exclusão

 

Maputo (Canalmoz) – Há um novo Estado no Mundo. É africano. Nasceu a 9 de Julho de 2011: República do Sudão do Sul. A mais jovem nação africana resulta da secessão da zona Sul de um país que deixou de ser o maior em superfície terrestre do continente. Ao passado, parece também pertencer um dos pilares do pan-africanismo: a manutenção das fronteiras herdadas do colonialismo, tal como decidido pelos “arquitectos da Unidade Africana”. É um aviso aos que a partir de agora insistam em persistir com a exclusão dos outros, se bem que apelem insistentemente para a unidade que eles próprios constantemente violam, recorrendo aos mais incríveis artifícios.

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Editorial

 

Scanners da “Kudumba”: o rosto da promiscuidade do Estado

 

Maputo (Canalmoz) – O negócio dos scanners ou da fiscalização não intrusiva das mercadorias importadas, voltou à ribalta esta semana, com o novo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) a apelar ao Procurador Geral da República para empreender uma investigação afim de apurar os contornos deste negócio sinuoso.

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