Editoriais

Editorial

 

1. Tagarelas e incompetentes

 

Maputo (Canalmoz) – O Presidente da República, em mais uma sessão de “Presidência Aberta”, agora também chamada de “Inclusiva”, voltou no inicio desta semana a concentrar o seu discurso nos críticos da sua governação. Guebuza já havia chamado àqueles que têm ideias contrárias às suas, de “Apóstolos de Desgraça”, e se cansou de os acusar de estarem “sentados sobre o muro da preguiça” ou mesmo de cumprirem “agendas externas”. Esta semana não perdeu a oportunidade, em Tete, de atribuir-lhes mais uns cognomes: “Tagarelas” e “detractores”.

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Editorial

 

Qual será o detonador?

A “bomba” está pronta

 

Maputo (Canalmoz) – Chegaram-nos na última semana, de fonte geralmente muito bem informada e próxima do epicentro governamental, informações que nos puseram ainda mais preocupados do que já andamos com a perspectiva dos dias que por aí vêm. Sopraram-nos que a níveis muito altos do regime já se reconhece e se fala com grande preocupação de uma profunda crise financeira e de liquidez do Estado.

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Editorial

Não estarão as fraquezas do G19 a promover a corrupção em Moçambique?

 

Maputo (Canalmoz) – Em Moçambique os corruptos continuam impunes e só assim se explica que haja tanta luta entre “camaradas” para irem para o Governo e outros altos cargos em empresas públicas e sociedades anónimas com capital maioritariamente público. Só assim se percebe porque se fecha tanto os olhos às falcatruas eleitorais.

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Editorial

Tudo indica que vem aí tempos mais difíceis do que se imagina

 

Maputo (Canalmoz) – A reboque de uma alegada revisão constitucional com que ainda ninguém sabe o que quer o Partido Frelimo fazer com ela, num momento em que tudo indica que se está a querer voltar a subverter o pluralismo democrático, são demasiados os sinais de que o actual chefe de Estado quer ficar no posto mais uns anos, para ter tempo, dizem-nos, de acabar de preparar o seu próprio futuro melhor, e para deixar claras as suas zonas de influência depois de deixar o cargo de chefe do Estado.

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Editorial

 

Saco na mão, mão no saco

O povo está farto e já não esconde

 

Maputo (Canalmoz) – Para quem alguma vez teve dúvidas está agora definitivamente claro que os senhores da Frelimo não querem combater corrupção nenhuma e que tudo o que tentam fazer-nos crer que seja a sua vontade política não passa de uma grande treta. A recusa em acelerar o passo para que o País disponha o mais urgentemente possível de uma Lei que permita a PGR deixar de se andar a queixar que não há lei para punir os devaneios dos dirigentes do Estado e a delapidação do que é de todos nós deixe de continuar impunemente, mostra bem que quem tem telhados de vidro anda a ver se adia as soluções.

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