Editoriais

Editorial

 

Saco na mão, mão no saco

O povo está farto e já não esconde

 

Maputo (Canalmoz) – Para quem alguma vez teve dúvidas está agora definitivamente claro que os senhores da Frelimo não querem combater corrupção nenhuma e que tudo o que tentam fazer-nos crer que seja a sua vontade política não passa de uma grande treta. A recusa em acelerar o passo para que o País disponha o mais urgentemente possível de uma Lei que permita a PGR deixar de se andar a queixar que não há lei para punir os devaneios dos dirigentes do Estado e a delapidação do que é de todos nós deixe de continuar impunemente, mostra bem que quem tem telhados de vidro anda a ver se adia as soluções.

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Editorial

 

Minas de carvão de Moatize e Linha de Sena

Da justificada esperança às justificadas dúvidas

 

Maputo (Canalmoz) – Acaba de ser inaugurada a primeira mina de carvão a céu aberto em Moatize. Outras virão, não só da Vale como de outras companhias que se têm vindo a perfilar para o efeito, na província de Tete, e como se estima que possa a vir a suceder mais tarde ou mais cedo, também na província do Niassa. Fazemos votos!

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Maputo (Canalmoz) - Em Genebra decorreram sessões de Revisão Periódica Universal do estado dos direitos humanos nos países membros, em fórum dirigido pelo Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas. Vários países submeteram os seus relatórios de acordo com o parágrafo 15.a) do anexo da Resolução 5/1 do Conselho dos Direitos Humanos que é formado por representantes oficiais dos aparelhos de cada país membro das Nações Unidas. Moçambique esteve lá a prestar contas mas mais uma vez esqueceu-se de que, como Estado praticou crimes que não prescrevem. E mais uma vez omitiu explicações ao mundo sobre o paradeiro de cidadãos que nunca participaram na guerra de “desestabilização” (como os sucessivos governos de Moçambique preferem designar a Guerra Civil) e desapareceram às ordens de uma entidade de direito privado que abocanhou o Estado e o subverteu, confinando-o aos seus critérios. Terão sido mortos algures na Província do Niassa de forma extra judicial. Tais crimes estão por esclarecer. E as autoridades moçambicanas continuam a fingir que não há nada a dizer. Até já houve um tribunal judicial que há poucos anos teve o descaramento de julgar à revelia uma das vítimas, Joana Simeão, alegando que se encontra em “parte incerta”. Até onde chega o descaramento!

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Editorial

Estamos no fio da navalha!

 

Maputo (Canalmoz) - Está cada vez mais claro que vivemos um momento extremamente difícil sem perspectivas de solução por mais voltas que se dê aos discursos.

A FRELIMO hoje está a revelar-se uma clara barreira a que Moçambique se desenvolva e a que os moçambicanos de uma forma geral possam beneficiar das riquezas do seu País. Um punhado apoderou-se do Estado, converteu a ideia de Estado servidor em Estado todo poderoso, dos privilégios, e julgando que nasceu iluminado pelos espíritos, anda por ai cantando e rindo sem se aperceber do risco que começa a correr.

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