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DATA: 18/05/2012 |
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Fonte: BCI
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Guebuza volta a mandar recados aos seus detractores
Tete (Canalmoz) – O presidente da República, Armando Guebuza, que se encontra a visitar a província de Tete, no âmbito da ‘Presidência Aberta e Inclusiva’ (PAI), voltou a mandar recados aos que, exclusivamente, se têm dedicado a falar apenas dos erros do seu Governo e fazem-no de forma a que apelidou de ‘destrutiva’. A estes, Armando Guebuza reservou alguns adjectivos não muito simpáticos. Chamou-os de ‘tagarelas e intriguistas’.
Foi durante num comício na localidade de Mangane, posto de administrativo de Ulónguè, na província de Tete, onde Guebuza reservou alguns minutos para responder aos que, na sua óptica, apenas vivem falando do que está errado e não do que está bem. É este grupo de pessoas, segundo Guebuza, que tem vindo a propalar que a pobreza não está a ser vencida e nunca será vencida. “Durante esta grande luta contra a pobreza há pessoas que nos tentam desanimar. Dizem que a pobreza não está a ser vencida. Para eles tudo está mal, nada está a melhorar. Na verdade, esses não gostam de trabalhar, passam a vida a tagarelar”, disse Guebuza acrescentando que “o fazem com o objectivo de atrapalhar aos que realmente estão a combater a pobreza, e no caso vertente o Governo e o povo moçambicano”.
Aliás, Guebuza disse, no mesmo comício, que a pobreza está a ‘sofrer duros golpes’ que estão a ser infligidos pelo Governo e pelo povo moçambicano ao que o sentimento que se deve ter neste momento é de coragem e esperança, para continuar na ‘epopeica luta’.
Aos que apenas exigem do Governo e não contribuem com ideias construtivas, Guebuza chamou-lhes de ‘impacientes’ e comparou-os com indivíduos que gostam de comer “sem que a comida esteja pronta”. “Há gente impaciente. São iguais a aqueles que põem alimentos na panela para preparar e logo que acende o lume já querem comer, sem que a comida esteja pronta, porque não têm paciência para esperar que a comida coza. Eles são preguiçosos porque, na verdade, não gostam de cozinhar”, disse Guebuza.
Ulónguè quer emprego e investimentos na agricultura
Em Ulónguè Guebuza também ouviu as preocupações da população local. Pediu dez intervenientes para, em nome dos habitantes daquela região, apresentarem as questões que os afligem. Todas as intervenções tiveram um denominador comum: a agricultura, a saúde e o emprego. Ao chefe de Estado os habitantes de Ulónguè pediram investimentos na agricultura, através de disponibilização de insumos agrícolas, construção de represas, para alimentar um eventual sistema de regadio, e indústria de agro-processamento. Há muitas razões que tornaram a agricultura o centro das intervenções. É que naquela região há muitas potencialidades agrícolas que estão subaproveitadas. O que se produz, e que é muito e de boa qualidade, se não apodrece, por falta de sistema de escoamento, segundo disseram, é vendido no vizinho Malawi, diga-se a preço de bananas. Aliás, são, entre outros, produtos como: batata-reno, tomate, feijão, repolho, que lá recebem mau tratamento e que em Maputo são importados da vizinha África do Sul, afinal um paradoxo.
Na questão da saúde, os habitantes de Ulónguè, principalmente os das comunidades recônditas, querem maternidades, para além da expansão da rede sanitária em si. Alguns querem dentistas nos postos de saúde. Há até quem vai a Malawi atrás de um dentista que lhe ajude a arrancar um dente sempre que precise.
Os jovens pediram expansão da rede escolar e emprego. Insistentemente a questão do emprego. Por todo o País é isto.
Todas estas são questões que o chefe de Estado prometeu soluções, que, aliás, segundo disse, deverão vir do Governo e com o envolvimento da comunidade.
Hoje no prosseguimento da ‘Presidência Aberta’ e também ‘inclusiva’, Armando Guebuza visitará o distrito de Chifunde, onde vai orientar um comício popular que certamente abordaremos na edição de segunda-feira. (Matias Guente, nosso enviado a Tete)

Jornal Semanário Nº 148 - 16/05/2012
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