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DATA: 22/02/2012 |
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| Moeda | Compra | Venda |
| EUR | 35.17MT | 35.89MT |
| USD | 26.50MT | 27.04MT |
| ZAR | 3.46MT | 3.52MT |
FONTE: BCI
Cidade de Chimoio
Venda de terreno no cemitério divide população e autoridades locais
Chimoio (Canalmoz) - Está instalada polémica na cidade de Chimoio em volta da venda de parte do terreno do cemitério do Bairro 7 de Setembro. As autoridades municipais locais decidiram vender parte do terreno do cemitério para a construção de barracas e outros estabelecimentos comerciais, mas a medida está a encontrar oposição da população que tem naquele espaço um lugar sagrado onde repousam restos mortais dos seus antepassados.
O líder comunitário do bairro 7 de Setembro, Francisco Muchine, é o principal acusado pela população. Acusam-no de ter vendido terreno do cemitério para cidadãos estrangeiros que pretendem instalar estabelecimentos comerciais no local. A população diz não ter sido consultada, nem informada.
A reportagem do Canalmoz em Chimoio apurou que o espaço em causa foi vendido a um grupo de vendedores de mercado, mais propriamente feirantes, de que até agora se desconhece as suas respectivas nacionalidades. A venda de terra foi para a construção de novas bancas e lojas, acusa a população indignada com a venda de espaço do cemitério local.
O cemitério em causa já encerrou. Não se realizam ali enterros há mais de 15 anos, mas ainda há lá túmulos que a população diz estarem a ser profanados.
Venda do cemitério foi decisão do município
Contactado o líder comunitário acusado, Francisco Muchine, ele foi claro. Afirmou que o espaço está efectivamente a ser vendido, mas disse que a decisão de comercialização do espaço saiu da última Assembleia do Conselho Consultivo do bairro, realizada pela Assembleia Municipal de Chimoio. Explicou que a venda de espaços visa “desmantelar o esconderijo de criminosos”.
“Naquele recinto há muito que não se faz limpeza, nem pelos familiares dos defuntos, nem pelo Conselho Municipal. Os criminosos usavam o espaço para praticar diversos crimes. Para além de esconderijo dos criminosos, o espaço também era usado como parque de violação de menores e outras práticas mundanas”, disse Muchine, justificando que “a venda do terreno visa acabar com estas práticas”.
Procurámos falar com o Município de Chimoio para saber qual seria o destino das sepulturas existentes no local, dado que o cemitério está inactivo há 15 anos, mas depois de termos marcado encontro com o substituto vereador de mercados e feiras, e porta-voz do conselho municipal de Chimoio, este não nos recebeu, alegando que se encontrava em sessão da assembleia municipal. Continuamos interessados em ouvir a versão do Município tanto mais que está a legitimar a venda de terras quando a própria lei o proíbe. (José Jeco)

Jornal Semanário Nº 136 - 22/02/2012
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