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DATA: 18/05/2012 |
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Fonte: BCI
Morte do Atirador de Toulouse - Mohamed Merah
Encerramento da IV sessão
“O Povo moçambicano precisa de antídoto para se livrar de um cancro maligno chamado Frelimo”
– afirma chefe da bancada da Renamo, Maria Angelina Enoque
“As células do Partido Frelimo estão a atrofiar o Estado, pois servem de fonte segura de utilização abusiva dos bens e meios do Estado para perseguir membros da oposição e fazerem campanha contra estes” – Lutero Simando, chefe da bancada do MDM
Maputo (Canalmoz) – O dia de encerramento da IV sessão da Assembleia da República ficou ontem marcado por discursos dos três chefes das bancadas parlamentares, onde regra geral ficou registada a troca de recados. A oposição diz que o País não está a desenvolver-se. A Frelimo diz, tal como disse Armando Guebuza, que “o País está a crescer”.
Em jeito de resposta ao chefe de Estado, Armando Guebuza, que esteve na terça-feira no Parlamento a apresentar o “Estado da Nação” na sua óptica, a Renamo, pela voz de Maria Angelina Enoque, diz, ironicamente, que “de barriga cheia é fácil ver o País a crescer”.
Em resposta aos recados que já haviam sido mandados ao plenário por Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo, a chefe da bancada da Renamo na Assembleia da República argumentou que “o País cresce rumo ao progresso apenas para os que não trabalham e vivem do sacrifício dos cidadãos”.
Para Maria Angelina Enoque, líder parlamentar da Renamo, “não se pode falar de desenvolvimento do País com a coisa pública a ser gerida entre convidados e amigos que delapidam os recursos de todos os moçambicanos”.
Maria Angelina Enoque considera que “a exclusão social” no País “atingiu um nível repugnante fruto da frelimização do Estado moçambicano que já se tornou um cancro maligno”.
A chefe da bancada da Renamo defendeu que é preciso “a nação livrar-se do cancro chamado Frelimo”.
Talapa reproduz discurso de Guebuza e diz que o País está a prosperar
No seu discurso de encerramento, a chefe da bancada da Frelimo Margarida Talapa, já conhecida pelos seus louvores a Guebuza, que a promoveu ao estatuto que tem hoje, reproduziu ontem quase que totalmente o discurso do chefe de Estado e presidente do seu partido, para também afirmar que “o País está a crescer”, dando assim sinais do que irá ser o refrão nos próximos tempos. Para Margarida Talapa, no país “está tudo bom”, passe o plágio à vodacom.
Na verdade, o discurso da chefe da Bancada da Frelimo esteve divido em duas partes. A primeira esteve reservada à exaltação das obras do líder da Frelimo e a segunda visou ridicularizar a oposição que tem criticado os frequentes erros do Governo de Guebuza.
Talapa classificou de “filmes” e “peças” as actuações das bancadas da oposição que nesta sessão sempre estiveram contra a Frelimo ou se abstiveram. Para Talapa a oposição votou contra as propostas do Governo alegadamente porque “ficam enfurecidos por verem moçambicanos a terem a capacidade de aumentar a sua renda”. Quais moçambicanos e quais estatísticas mostram isso, Talapa não mencionou. Sabe-se, isso sim, concretamente, em oposição ao que afirma Margarida Talapa, que “há cada vez mais moçambicanos empobrecidos”.
MDM ataca a partidarização do Estado
Por seu turno, o chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), disse no seu discurso que o parlamento tem vindo a aprovar muitas leis, mas essas leis, por si só, sem profissionalismo, eficiência e eficácia nunca alcançarão o seu verdadeiro sentido e constituirão uma resistência às reforma e ao modernismo. Lutero Simango fazia assim referência ao que classificou como “carga ideológica partidária, produto do monopartidrismo” da Frelimo.
Para Lutero Simango, a continuidade das células da Frelimo no Estado e nas instituições públicas é a fórmula encontrada para exercerem pressão e chantagem sobre os funcionários e agentes do Estado, para que continuem a ser a base social e política da Frelimo.
O chefe da Bancada do MDM – a terceira bancada – referiu ainda que as células do Partido Frelimo estão a atrofiar o Estado, pois servem de fonte segura de utilização abusiva dos bens e meios do Estado para perseguir membros da oposição e fazerem campanha contra estes. (Matias Guente)

Jornal Semanário Nº 148 - 16/05/2012
No seu ardina habitual