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Guebuza considera “marginais” os que criticam a história do país

 

Para Armando Guebuza são também “marginais” os que questionam os critérios da atribuição da categoria de herói nacional

 

Maputo (Canalmoz) - Depois de ter já usado vários adjectivos para tentar repelir os que o incomodam, depois de designadamente já ter apelidado os seus críticos como “apóstolos da desgraça”, “tagarelas”, “intriguistas”, o presidente da Frelimo e presidente da República acaba de brindar os moçambicanos com mais um adjectivo: “marginais”.

Tal como tem sido sua prática, demonstrando lidar mal com a crítica, Armando Guebuza, desta vez apelidou de “marginais” os críticos de certas interpretações da história do país, acusando-os de estarem a questionar quem devem ser os heróis nacionais, quando essas pessoas, segundo o chefe de Estado, “estavam contra a independência”.

Guebuza não disse quem são essas pessoas. Mas referiu que “hoje questionam a história” e “querem desajustar a história dando razão ao colonialismo e retirando mérito ao nosso papel de libertadores”, acusou o presidente quando falava na última quinta-feira em Maputo, no acto do lançamento de duas obras literárias, nomeadamente “Samora Machel, na memória do Povo e do Mundo”, que retrata a vida e obra do primeiro presidente de Moçambique independente e a “Revolução Moçambique, 1962-1974”, que fala do percurso da Luta de Libertação Nacional.

“Os marginais que não queriam a independência, hoje fazem crítica à história servindo interesses obscuros e fazendo-se de defensores das liberdades”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que “os marginais querem apossar-se do heroísmo da luta de libertação”.

Recorde-se que Samora Machel foi em vida um grande crítico das opções de Armando Guebuza, tendo chegado até a ordenar a sua detenção domiciliária. (Bernardo Álvaro)