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DATA: 17/05/2013

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“Comunidade Internacional é culpada pelo que se passa com o povo moçambicano”

 

– Rahil Khan, do Partido Renamo

 

“A Comunidade Internacional é conivente com a exclusão social, a corrupção  e outros males praticados pela Frelimo contra o povo moçambicano”, acusou peremptoriamente Rahil Khan, acrescentando que “os representantes do corpo diplomático em Moçambique fazem uso dos impostos dos seus povos para castigarem os moçambicanos, sem velarem pelo uso correcto dos mesmos recursos.”

 

Maputo (Canalmoz) - O chefe do Departamento de Administração Interna do Partido Renamo, Rahil Khan, abordado pelo Canalmoz/Canal de Moçambique, acusou a Comunidade Internacional de ser conivente com o que tem vindo a ocorrer no país.

“A Comunidade Internacional é conivente com a exclusão social, a corrupção  e outros males praticados pela Frelimo contra o povo moçambicano”, acusou peremptoriamente Rahil Khan, justificando que “os representantes do corpo diplomático fazem uso dos impostos dos seus povos para castigarem os moçambicanos, sem velarem pelo uso correcto dos mesmos recursos”.

 

“Enganaram a Renamo”

 

O porta-voz da Renamo acusou ainda a Comunidade Internacional, “em conivência com a Frelimo” de ter enganado a Renamo. “Juntos enganaram a Renamo no processo de negociação dos Acordos de Paz de Roma”.

“Não tenho dúvidas que a Renamo foi enganada pela Frelimo e seus parceiros internacionais. É por isso que depois da assinatura em 1992 dos Acordos de Roma, a Frelimo rapidamente criou a Força de Intervenção Rápida (FIR) como forma de se rearmar, enquanto a Renamo era obrigada a desarmar”.

“Para além disso muitos generais da Renamo apesar de jovens foram precipitados para a reserva forçada”, destacou este dirigente do Partido Renamo.

Rahil Khan considera que “a independência durou pouco, porque em pouco tempo os libertadores da pátria se transformaram em opressores, o que levou o país a uma guerra civil”.

“O Partido Frelimo”, segundo este dirigente do Partido Renamo, “está muito preocupado em misturar a festa da independência com a festa do partido marxista-leninista”.

“Gostaríamos de dizer que acompanhamos com atenção o que tem sido dito sobre os 37 anos e pensamos que é algo de direito de todos moçambicanos e não apenas para os que pertencem à Frelimo”, acrescentou.

Este quadro do Partido Renamo lembra que o País está de nova a regredir ao passado. “Muitos cidadãos têm medo de manifestar publicamente as suas convicções políticas”, observa.

Khan relembra que “o país tem estado a registar  manipulação de resultados eleitorais”.

“A oposição tem sido utilizada a passar por esses métodos eleitorais como forma de legitimar o poder da Frelimo diante da comunidade internacional”, comenta.

Rahil Khan concluiu no contacto que manteve com a nossa Reportagem que “existe ausência de diálogo entre Guebuza e os líderes da oposição e da sociedade civil”.

“A ausência do diálogo entre Guebuza e a oposição tem sido marcante. Mesmo os encontros com a Renamo foram mais para entreter as pessoas, se tivermos em conta que foram apenas possíveis depois de mortes de pessoas em Nampula”, concluiu. (Bernardo Álvaro)