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DATA: 17/05/2013

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Fonte: BCI - 07h13

 

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O país precisa de pequenas e médias empresas sólidas

 

- Defende a Confederação das Associações Económicas

 

Maputo (Canalmoz) - A African Management Services Company (AMSCO), em parceria com a Norfund e a Technoserve, reuniu, quinta-feira última, em Maputo, representantes de pequenas e médias empresas (PME’s), câmaras de comércio, instituições internacionais e do Governo, com vista a trocar experiências sobre o desenvolvimento do sector privado em Moçambique.

No workshop subordinado ao tema “Apoiando o sector privado, o motor de crescimento”, a AMSCO, instituição pioneira na capacitação e desenvolvimento de competências das PME’s em África, onde actualmente opera em 25 países, manifestou a sua pretensão em apoiar as empresas moçambicanas a se tornarem rentáveis e competitivas, através do fornecimento do capital humano.

Para além das perspectivas de investimentos do Norfund, um fundo norueguês que ajuda os países em desenvolvimento a lutar contra a pobreza, apoiando o crescimento económico, emprego e transferência de tecnologia, foi igualmente apresentada a visão económica da TechnoServe, uma organização, com sede nos Estados Unidos, que ajuda empresários dos países pobres a fazer negócios que geram renda, oportunidades e crescimento económico para as suas famílias, comunidades e países.

Intervindo na ocasião, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que continua a ser propósito essencial do Governo a dinamização da agricultura em Moçambique, sendo o sector prioritário:”É sobre o sector da agricultura, que o Governo de Moçambique projecta a redução da pobreza, promoção de investimentos, criação de emprego, entre outros”, frisou o governante.

“As recentes descobertas de gás natural e as anteriores de carvão mineral representam para todos os moçambicanos uma responsabilidade  acrescida na medida que é necessário fazer-se a exploração sustentável daqueles recursos com benefícios para todos nós, o que representa um esforço de inclusão, de participação, de discussão e de desenho de soluções pontuais para cada situação”, referiu Armando Inroga.

Por seu turno, o vice-presidente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, referiu que “um dos desafios da CTA é encontrar mecanismos adequados para incrementar a participação do sector privado, sobretudo das Pequenas e Médias Empresas no desenvolvimento do País”.

“O País precisa de pequenas e médias empresas sólidas, onde a inovação, o uso de boas práticas de gestão, a existência de um plano de crescimento e, acima de tudo, a existência de recursos humanos qualificados e motivados devem estar presentes, de modo que estas sejam competitivas e se afirmem no mercado nacional mas não só, garantindo assim o seu crescimento e o desenvolvimento sustentável da nossa economia”, finalizou Agostinho Vuma. (FDS)